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Política Interna de Uso do TTP — Template

Tipo de documento: modelo (template) para adoção interna. Audiência: engenheiros de RF, gerentes de projeto e responsáveis técnicos de empresas que contratam o TELECOM TOWER POWER (TTP) como ferramenta de apoio ao planejamento de rádio-enlaces. Status: referência. Cada empresa deve adaptar, datar e fazer assinar antes de operacionalizar o TTP em produção.


Declaração de política

O TTP é uma ferramenta de triagem, priorização e dimensionamento preliminar de candidatos a rádio-enlace. Não é fonte única de verdade para link budget, margem de desvanecimento, declaração de viabilidade contratual nem documento técnico final entregue ao cliente, à ANATEL ou à concessionária de torre.

Toda decisão de investimento, contratação de torre, encomenda de equipamento, emissão de declaração técnica ou publicação de cobertura comercial deve ser validada por engenheiro habilitado com base em medições de campo, ART/TRT emitida e, quando aplicável, drive test ou path survey.


1. Escopo autorizado

Caso de uso TTP é fonte primária? Confiança operacional
Triagem de centenas/milhares de candidatos Sim Alta
Comparação relativa entre torres (ranking) Sim Alta
Estimativa de cobertura preliminar (heatmap inicial) Sim (com ressalva) Média
Definição de azimute e altura inicial Sim (ponto de partida) Média
Detecção de interferência cocanal preliminar Sim Média
Link budget final / margem contratual Não Requer validação
Declaração de viabilidade técnica ANATEL Não Requer ART + medição
Documento entregue ao cliente final Não Requer engenheiro habilitado
Aceitação ou rejeição de candidato único (sem ranking) Não Requer drive test

2. Procedimento obrigatório de rastreabilidade

Para qualquer uso operacional do TTP, registrar no sistema de gestão de projetos (ou em ficha técnica anexa):

  1. Identificador da execução TTP: job_id retornado pela API para requests assíncronos (batch / interferência). Para chamadas síncronas registrar parâmetros de entrada + timestamp + model_version retornado.
  2. Versão do modelo de propagação utilizada (ITM, ITU-R P.1812 (Py1812) ou Sionna RT).
  3. Versão do artefato ML se ridge-v1 foi aplicado (campo model_version no PDF).
  4. Data e hora da execução.
  5. Identificação do engenheiro responsável que revisou o resultado.
  6. Resultado de medição de campo correspondente (quando aplicável) com data, equipamento usado e operador.
  7. Decisão final (aprovar / rejeitar / re-medir) e justificativa por escrito.

Recomenda-se manter este registro por 5 anos (mesma janela mínima exigida para documentos técnicos sob ART).


3. Regras invioláveis

  1. Nenhum PDF gerado pelo TTP pode ser entregue ao cliente, à ANATEL ou à concessionária sem assinatura digital adicional ICP-Brasil do engenheiro responsável e sem ART/TRT correspondente emitida.
  2. Resultados com model_version ausente ou sem os campos de incerteza (confidence + faixa via signal_min_dbm / signal_max_dbm) devem ser considerados não-rastreáveis e descartados para uso oficial.
  3. Margem de link budget declarada em contrato deve adicionar pelo menos +5 dB sobre a estimativa do TTP (margem de incerteza do RMSE médio ~12-15 dB do modelo atual).
  4. Drive test obrigatório antes de declarar cobertura comercial em municípios onde o TTP estimar SINR borderline (≤ 3 dB acima do limiar de serviço).
  5. Não confiar em TTP como única fonte para detecção de obstrução por construção urbana 3D — o modelo atual usa SRTM 30 m (terreno) e MapBiomas (clutter genérico opt-in), não modela prédios individuais.

4. Escalação e exceções

Qualquer desvio dessa política exige aprovação documentada do responsável técnico da empresa (CREA + ART) e registro de justificativa.

Em caso de divergência > 10 dB entre estimativa TTP e medição de campo na mesma geometria, abrir incidente interno e (opcionalmente) report ao suporte TTP via canal contratual para análise de regressão no modelo.


5. Revisão da política

Esta política deve ser revisada:

  • A cada nova versão do TTP (release notes do produto).
  • Após cada incidente operacional envolvendo divergência ML × campo > 10 dB.
  • Anualmente, no mínimo, mesmo sem incidentes.
  • Quando o TTP migrar de ridge-v1 para lgbm-v1 ou superior (impacto direto nas faixas de confiança).

Assinaturas

Função Nome Data Assinatura
Responsável técnico (CREA + ART)
Engenheiro de RF sênior
Gerente de operações de rede
Diretor de engenharia / CTO

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