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Briefing para Diretoria — Adoção do TTP

Tipo de documento: template para deliberação executiva. Audiência: diretoria, conselho ou comitê de tecnologia de empresas que avaliam contratar o TELECOM TOWER POWER (TTP) como ferramenta de apoio ao planejamento de rádio-enlaces. Status: referência. Cada organização deve adaptar números, datas e nomes ao seu próprio contexto e fazer aprovar formalmente.


1. Resumo executivo

O TTP é uma plataforma SaaS brasileira (hospedada em AWS sa-east-1, com contingência on-prem) que automatiza a etapa de triagem e dimensionamento preliminar de candidatos a rádio-enlace, combinando:

  • Modelos de propagação consagrados (ITU-R P.1812 (Py1812), Longley-Rice/ITM, Sionna RT).
  • Modelo ML estatístico (regressão ridge sobre 17 features topográficas e geométricas) com bandas de confiança publicadas.
  • Base ANATEL pré-importada de torres e ERBs no território brasileiro.
  • API REST + frontend para times de RF.

Recomendação: adoção como ferramenta complementar ao fluxo atual de engenharia, não como substituto de medição de campo, drive test ou emissão de ART. O ganho de produtividade é real (triagem de candidatos de horas → minutos) mas exige governança interna formal — ver Política Interna de Uso do TTP.


2. Envelope de uso recomendado

Atividade Adotar TTP? Observação
Triagem de candidatos em massa Sim Caso de uso primário, ROI mais claro
Priorização e ranking comparativo Sim Onde o modelo tem maior valor relativo
Apoio a propostas comerciais preliminares Sim Com margem extra explícita de +5 dB
Pré-cálculo de cobertura para due diligence M&A Sim Com ressalva de bandas de confiança
Link budget contratual final Não Requer engenheiro habilitado + medição
Documento entregue à ANATEL/concessionária Não TTP não substitui ART nem ICP-Brasil
Cobertura comercial declarada ao consumidor final Não Requer drive test e validação de campo

RMSE do modelo atual: aproximadamente 12–15 dB (cross-validated). Significa que qualquer estimativa pontual deve assumir incerteza de ±15 dB em casos piores. Para decisões com margem apertada, essa incerteza é proibitiva sem medição complementar.


3. Principais riscos e mitigações

3.1 Risco técnico — precisão do modelo

Item Status atual Mitigação
RMSE em produção ~12–15 dB cross-validated Margem operacional de +5 dB + drive test
Cobertura urbana 3D (prédios individuais) Não modelada Drive test obrigatório em ambiente denso
Clutter (MapBiomas) Opt-in, não ativo por padrão Habilitar quando aplicável a estudos rurais
Modelo lgbm-v1 em pipeline Em desenvolvimento Aguardar promoção formal com gates publicados

3.2 Risco regulatório

Item Análise
Aceitação pela ANATEL como fonte de link budget Não há homologação formal da ferramenta pela ANATEL.
Necessidade de ART Sempre obrigatória — TTP não dispensa.
Conformidade LGPD (dados pessoais) DPA padrão disponível; dados de torres são públicos.
Logs de auditoria com SIEM Disponíveis no plano enterprise (AWS CloudTrail + custom).

3.3 Risco de fornecedor

Item Status
Bus factor 1 (declarado pelo fornecedor em POSITIONING.md §8.4)
Cláusula de escrow de código Disponível com gatilho de 60 dias de inatividade
Conversão de licença para Apache 2.0 Automática em 2028-05-01 (cláusula BSL em LICENSE.md)
SOC 2 Type I / II Framework publicado, sem atestação ainda (janela 2026-Q4)
Deploy on-prem isolado Suportado (docker-compose.onprem.yml) — opção de hedge

3.4 Risco financeiro

Item Recomendação
Modelo de cobrança SaaS Validar projeção de uso vs. tier antes de assinar anual
Lock-in Médio — dados/torres são padrão ANATEL, modelos exportáveis
Custo de saída Baixo — exportação de relatórios em PDF/CSV padrão

4. Critérios para piloto (PoC) de 30 dias

Antes de contratação anual, recomenda-se:

  1. Selecionar 20–50 candidatos reais dos quais a empresa já tem medição de campo válida.
  2. Submeter ao TTP os mesmos candidatos via API ou frontend.
  3. Comparar estimativas TTP × medição em três dimensões:
  4. Erro absoluto médio em dB (esperado: dentro de banda de confiança publicada).
  5. Ranking relativo (Spearman correlation candidatos TTP × candidatos campo).
  6. Detecção correta de candidatos inviáveis (precision / recall em SINR borderline).
  7. Avaliar workflow com 2–3 engenheiros internos por 2 semanas.
  8. Mensurar tempo de triagem antes/depois.

Gates de aprovação sugeridos para passar de piloto a contrato anual:

  • Spearman > 0.7 entre ranking TTP e ranking campo.
  • Falsos positivos críticos (candidato declarado bom pelo TTP e ruim em campo) < 10% no conjunto piloto.
  • Pelo menos um engenheiro sênior interno valida que a ferramenta acelera triagem sem aumentar carga de revisão posterior.

5. Recomendações contratuais

Cláusula Recomendação
SLA Mínimo 99,5% disponibilidade mensal (verificar default)
Janela de saída 30 dias para downgrade, 90 dias para encerramento total
Acesso a logs próprios Exportação contínua para SIEM próprio (S3 / Splunk / etc.)
Direito a exportação completa de dados Garantido em formato aberto (PDF/CSV/GeoJSON)
Escrow de código Acionável após 60 dias de inatividade do fornecedor
Conversão BSL → Apache 2.0 em 2028 Confirmar cláusula em LICENSE.md anexo ao contrato
Direito a auditoria de segurança Pelo menos 1× ao ano, sob NDA
Aviso de mudança de modelo ML Notificação ≥ 30 dias antes de promoção de versão

6. Impacto financeiro e operacional estimado

Preencher com números reais da empresa adotante. Os valores abaixo são ilustrativos.

Métrica Antes do TTP Com TTP Variação
Tempo médio de triagem por candidato X horas Y minutos Z% redução
Custo por candidato pré-validado R$ X R$ Y Z%
Drive tests necessários por mês N M redução de K
Engenheiros dedicados à triagem inicial A B realocação
Custo total anual do TTP R$ X
Payback estimado X meses

7. Posicionamento final

O TTP é uma ferramenta honesta sobre suas limitações (publica RMSE, bandas de confiança, status SOC 2, bus factor, dependências externas) e localizada para o mercado brasileiro (ANATEL pré-importada, sa-east-1, DPA-LGPD, EULA em português). Esses são diferenciais reais frente a alternativas internacionais (Atoll, iBwave, Planet) cujo custo de licença e curva de adaptação ao contexto brasileiro são significativamente maiores.

Por outro lado, o produto está em fase de maturidade inicial:

  • Modelo ML é estatístico simples (ridge), não rede neural profunda.
  • SOC 2 ainda sem atestação independente.
  • Equipe é pequena (mitigada por escrow + BSL/Apache flip em 2028).
  • Cobertura urbana 3D não está modelada.

A recomendação é adotar com governança formal (política interna obrigatória, margens operacionais explícitas, ART sempre acima de qualquer saída do TTP) e negociar contrato com cláusulas de saída e escrow ativas.


8. Decisão solicitada à diretoria

A diretoria delibera sobre:

  • [ ] Aprovar piloto de 30 dias nos termos descritos na seção 4.
  • [ ] Designar responsável técnico (CREA + ART) para validação dos resultados.
  • [ ] Autorizar adoção da Política Interna de Uso do TTP como anexo obrigatório ao contrato.
  • [ ] Autorizar contratação anual após gates de piloto cumpridos (seção 4).
  • [ ] Negociar cláusulas contratuais conforme seção 5.
  • [ ] Não adotar nesta janela — re-avaliar em N meses.

Assinaturas

Função Nome Data Assinatura
Diretor de Engenharia / CTO
Responsável Técnico (CREA + ART)
Diretor Financeiro / CFO
Diretor Jurídico / Compliance
CEO

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